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Vírus da Juréia pode dizimar Peruíbe - Parte III

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A ARTE RUPESTRE Em uma certa expedição, realizada no ano de 1947, um grupo de cinco integrantes resolveu andar na crista da Serra dos Itatins. O local era ainda mais preservado do que é hoje. Lá em cima, a visão geral era indescritível, pois a imensidão verde fazia com que os olhos sorrissem, com os diversos tons de cores variadas. O azul do céu era tão límpido quanto uma gota de orvalho secando ao sol nascente em uma mata distante. O ar puro enchia os pulmões e revigorava a alma daqueles que estivessem ali, naquela data, pois aquele dia era especial. E muito! A riqueza mineral e a farta biodiversidade criaram o ambiente propício para que diversos microrganismos se desenvolvessem somente naquele lugar. Alguns deles tiveram êxito e são associados à pequenos vegetais endêmicos ou encrustados em rochas, embebidos por pequenos filetes de água e luz. Foi então que um dos integrantes resolveu procurar água para beber. Ao entrar em uma gruta, escondido em um dos flancos das serra

Vírus da Juréia pode dizimar Peruíbe - Parte II

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Parte II: A Serra dos Itatins Os anos se passaram e a história da Gruta dos Sacrifícios foi virando lenda. Poucos acreditavam na veracidade das informações que diziam os mais velhos, de que um grande mal mataria à todos, caso o local fosse profanado. Vieram os portugueses, os índios se foram, chegaram os caiçaras, os tempos atuais e alguma coisa ainda guarda a região dos Itatins. Veja bem, prezado leitor: Existem as tais cobras venenosas na ilha queimada grande. Os diversos relatos ufológicos. A Porta de Pedra na Serra do Guaraú. A natureza preservada perto de uma das maiores cidades do mundo. Um caixão com um corpo encontrado na Praia do Una e levado para a cidade de Iguape, onde fizeram uma igreja para ele e, posteriormente, a cidade também parou no tempo. Como você pode ver, a região possui uma atmosfera sinistra e mágica, apesar da mecanicidade dos tempos atuais... O que será que há por trás de tudo isso? Por que um local com tanta coisa boa guarda algo que pode

O Boi-tatá da Nilo Soares Ferreira

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  Pega-pega, esconde-esconde, escambida, mão-na-mula (estrela-nova-cela) e outras brincadeiras não eram mais praticadas com a ausência da luz solar . É que a molecada estava com um medo danado do Boi-tatá, que insistia em assombrar o bairro. Até os mais velhos estavam envolvidos na história e alguns davam testemunhos de que ele estava aparecendo lá pelos lados da Rua Nilo Soares Ferreira. Tinha gente que identificava marcas de pegadas pela manhã, já que a rua era de areia. Outros diziam ver o animal ciscando o chão e fungando em som alto. Do buraco da janela das casas de madeira, alguns moradores contavam que ele descia a Rua Taquaritinga e sumia (à galope) pela Rua Riachuelo, rumo à tenebrosa escuridão da linha férrea. Como não havia iluminação pública naquela época, os olhos de fogo do Boi-tatá podiam ser vistos de longe... Certa vez, ao levar uma surra de vara de marmelo de sua mãe, Rodrigo saiu de casa chorando e começou a andar pelas ruas. Era meia-noite e ne