Vírus da Juréia pode dizimar Peruíbe - Parte III

A ARTE RUPESTRE

Em uma certa expedição, realizada no ano de 1947, um grupo de cinco integrantes resolveu andar na crista da Serra dos Itatins.



O local era ainda mais preservado do que é hoje. Lá em cima, a visão geral era indescritível, pois a imensidão verde fazia com que os olhos sorrissem, com os diversos tons de cores variadas. O azul do céu era tão límpido quanto uma gota de orvalho secando ao sol nascente em uma mata distante. O ar puro enchia os pulmões e revigorava a alma daqueles que estivessem ali, naquela data, pois aquele dia era especial. E muito!

A riqueza mineral e a farta biodiversidade criaram o ambiente propício para que diversos microrganismos se desenvolvessem somente naquele lugar. Alguns deles tiveram êxito e são associados à pequenos vegetais endêmicos ou encrustados em rochas, embebidos por pequenos filetes de água e luz.

Foi então que um dos integrantes resolveu procurar água para beber. Ao entrar em uma gruta, escondido em um dos flancos das serras, ficou impressionado com certos desenhos pintados na rocha. Atraído pela arte rupestre daquele mágico local, este homem resolveu explorar um pouco mais, chamando os outros quatro companheiros para acompanhá-lo. 

Havia ali desenhos estranhos que contavam a história de mulheres sacrificadas sob o olhar da Lua cheia.

Certos frutos, nunca vistos, e uma água com um gosto especial foram consumidos pelos cinco expedicionários...

Continua....



Texto e Foto: Márcio Ribeiro


Nota: Esse artigo  chegou na sua terceira parte. Sugestões podem ser enviada para jornalbemtevi@hotmail.com

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