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Mostrando postagens com o rótulo crônicas de Peruíbe

Ser criança não é mais o maior barato!

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Neste domingo, passei pela rua de toda a minha infância e algo estava muito estranho. Havia muita paz e tudo estava em ordem. Não havia marcas de bola nos portões e nem nos muros. Ninguém estava brincando de lelê-gol e não tinha pedaços de blocos marcando as traves na rua. Não tinha corre-corre, gritaria ou qualquer outra brincadeira. Procurei, mas não achei meninas a brincar de casinha com bonecas de pano, na calçada forrada com qualquer trapo velho. Vez ou outra, levando bilhetes aos meninos que corriam envergonhados para casa. Os campos de futebol de botão não estavam com as traves costuradas com pedaços de cortina de filó, arrancados escondidos das mães – sujeito à surra. Os “estrelões” também não estavam lá para ser palco dos inúmeros campeonatos que existira em outrora, com regras, súmulas e divisões próprias. Olhei para o poste e me lembrei da tabela de basquete fixada no alto, que na verdade era o aro do volante de caminhão presa com m

Vírus da Juréia pode dizimar Peruíbe - Parte Final

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Parte 5 - O fim é só o começo Os corpos dos expedicionários mortos ficaram jogados na mata, nas proximidades do Rio Una do Prelado. Após alguns dias, o cheiro forte atraiu os moradores da redondeza que procuravam caça pelo local. Três corpos ainda estavam lá. Os outros dois sumiram. Provavelmente comidos pelas onças da região, ou teriam eles desaparecidos por alguma outra força maior? Benedito Maia foi o encarregado de levar os corpos em sua canoa, feita por ele mesmo, do tronco de um Guapuruvu. Chegando na “Vila”, localizada em uma volta do Rio Una, tratou de mandar o mensageiro, via Estrada do Telégrafo, para contatar as autoridades de Peruíbe sobre o ocorrido. Quando as autoridades chegaram na Vila, encontraram os moradores muito debilitados, contaminados pelo vírus que habitava os corpos dos defuntos expedicionários. Alguns deles já estavam mortos. Crianças, jovens e mulheres. O desespero era grande e a situação de calamidade pública. O único a ter contato

Vírus da Juréia pode dizimar Peruíbe - Parte III

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A ARTE RUPESTRE Em uma certa expedição, realizada no ano de 1947, um grupo de cinco integrantes resolveu andar na crista da Serra dos Itatins. O local era ainda mais preservado do que é hoje. Lá em cima, a visão geral era indescritível, pois a imensidão verde fazia com que os olhos sorrissem, com os diversos tons de cores variadas. O azul do céu era tão límpido quanto uma gota de orvalho secando ao sol nascente em uma mata distante. O ar puro enchia os pulmões e revigorava a alma daqueles que estivessem ali, naquela data, pois aquele dia era especial. E muito! A riqueza mineral e a farta biodiversidade criaram o ambiente propício para que diversos microrganismos se desenvolvessem somente naquele lugar. Alguns deles tiveram êxito e são associados à pequenos vegetais endêmicos ou encrustados em rochas, embebidos por pequenos filetes de água e luz. Foi então que um dos integrantes resolveu procurar água para beber. Ao entrar em uma gruta, escondido em um dos flancos das serra

Vírus da Juréia pode dizimar Peruíbe - Parte II

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Parte II: A Serra dos Itatins Os anos se passaram e a história da Gruta dos Sacrifícios foi virando lenda. Poucos acreditavam na veracidade das informações que diziam os mais velhos, de que um grande mal mataria à todos, caso o local fosse profanado. Vieram os portugueses, os índios se foram, chegaram os caiçaras, os tempos atuais e alguma coisa ainda guarda a região dos Itatins. Veja bem, prezado leitor: Existem as tais cobras venenosas na ilha queimada grande. Os diversos relatos ufológicos. A Porta de Pedra na Serra do Guaraú. A natureza preservada perto de uma das maiores cidades do mundo. Um caixão com um corpo encontrado na Praia do Una e levado para a cidade de Iguape, onde fizeram uma igreja para ele e, posteriormente, a cidade também parou no tempo. Como você pode ver, a região possui uma atmosfera sinistra e mágica, apesar da mecanicidade dos tempos atuais... O que será que há por trás de tudo isso? Por que um local com tanta coisa boa guarda algo que pode

Vírus da Juréia pode dizimar Peruíbe

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*** Algumas décadas atrás, no Monte Kilimanjaro, no Kênia, foi libertado um vírus, que dizimou muitos habitantes africanos e assombrou o mundo...Apareceu do nada e repentinamente não se ouviu mais falar dele... ***   parte 1: A Gruta dos Sacrifícios  Em um certo lugar escondido da Serra dos Itatins existe uma gruta que cheira sangue e exala ainda um odor de morte, apesar dos quase mil anos passados após o último sacrifício macabro feito no local. Os índios tinham medo de aparições demoníacas, iguais a dos relatos feitos pelo alemão Hans Staden, quando descreveu os primeiros moradores nativos de São Vicente. Mas os índios que viviam em um pequeno flanco da Serra dos Itatins eram diferentes dos já relatados nos livros de história e não pertenciam às etnias conhecidas. Era uma época de crise, onde a colheita não era boa, a caça rareava e a pesca estava amaldiçoada por forças obscuras. Segundo eles, demônios poderosos trouxeram cobras venenosas do espaço e as

O Saci da ponte do Rio Preto

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 O Parque D'Avillle era só areião, em meados dos anos 90. E a molecada brincava de esconde-esconde até a noitão e depois ficava reunida na esquina para contar histórias de terror. Entre várias histórias de assombração, foi o tio do Kiko que contou a mais legal da noite. Ele disse que vinha do Caraguava e, ao passar pela ponte do Rio Preto, sentiu que a bicicleta ficou tão pesada que mal conseguia pedalar. Ao olhar para trás, viu três sacis sentados na garupa e mais cinco sacizinhos correndo felizes atrás dele. O seu corpo ficou todo arrepiado e o seu cabelo comprido cheio de trança. Contou que os sacis costumavam aparecer por ali a tardinha, sempre ao pôr-do-sol. Pronto! A molecada ouviu atenta e estas ideias na cabeça de criança é igual bexiga apertada em viagem longa. Ninguém segura! E ficou decidido que todos iriam procurar o Saci no dia seguinte. E lá se foi a expedição, composta pelos seguintes membros: Kiko, Perna, Willian, Marcelo, Márcio e o Fabiano. O destin

A dama da praia central

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(CRÔNICAS DE PERUÍBE) Eu tinha uns 12 anos naquela época e a “dama da praia central” aparentava ter uns 17 anos. Linda! Ela saía da escola e caminhava sozinha em direção à praia. Passava pela pracinha do coreto, descia a feirinha e ficava sentada nos banquinhos que havia onde hoje é a ciclovia. A menina era danada, ficava mexendo com os homens que passavam em frente ao prédio redondo dirigindo aqueles carrões. De vez em quando entrava em um deles. E eu de longe, com a minha bicicleta que insistia em cair a corrente, só observava. Ela era índia e tinha a pele “negra-mulata”. Os cabelos pretos eram bem lisos, escorriam pelo seu corpo e serviam de cortina para tampar os fartos “seios de bico-de-agulha”. As coxas dela eram bem grossas e desprovidas de estrias ou celulites. As suas nádegas avantajadas sustentavam confortavelmente todo o seu corpo quando ela sentava. Ah...e como era sexy esta menina. Sim, caro leitor, confesso que observei bem os detalhes, apesar disso, eu a