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Vírus da Juréia pode dizimar Peruíbe. Parte 4

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 Parte 4 : A montanha de um olho só Os cinco expedicionários que exploraram a crista da Serra dos Itatins e se atreveram a profanar a Gruta dos Sacrifícios começaram a passar mal já no caminho da volta. Tontura, náuseas e uma forte dor de cabeça torturava o ânimo dos cinco amigos. Intoxicados pelos vegetais comidos na gruta, contaminados pela água que beberam lá dentro ou teriam eles contraído algum vírus? Um deles, o mais velho, estava delirando muito. Ao olhar para a montanha de um olho só, viu diversas luzes coloridas que entravam e saíam da montanha. Teve até a impressão de que o olho o observava. Relinchos, bufares, roncos e susurros chegaram aos ouvidos dele. Foi, como por encanto, no auge de sua alucinação, que viu diversos índios nus correrendo em sua direção, como se ele fosse o inimigo maior de toda a tribo ou como se carregasse uma grande praga. As dores começaram a tomar conta , como se ele tivesse levado flechadas por todo o corpo. Caído, co

Filha conta tudo sobre a dedicada historiadora Maya Ekman

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   O destino cruzou o meu caminho com o de Alice Ekman, ao vê-la saindo da loja Ideal Peruíbe com o Jornal BEM-TE-VI de baixo do braço. Quando entreguei a nova edição, ela logo elogiou o trabalho do jornal e, em seguida disse o seu nome e o de sua mãe.   Muitas pessoas a conheceram, trata-se da dona Maya Ekman, uma mulher de grande importância cultural para Peruíbe e toda Baixada Santista. Lucas Galante: Onde que ela nasceu e quando foi? Alice Ekman: Minha mãe nasceu no dia 25 de maio de 1915, em Riga, capital da Letônia, e faleceu no dia 08 de março de 1992, em Peruíbe.  LG: Quando ela veio para o Brasil? O que ela fez durante sua vida ?    AE: Ela chegou em 1923 no Brasil e a família, com outros letos fundaram a cidade de Varpa, interior de São Paulo. Maya Ekman era dotada de uma inteligência e mente prodigiosas e jamais interceptou seu caminho de estudos em sua vida. Era historiadora incansável, poetisa, esotérica, teosofista, pensadora, grande cronista, escr

O Saci da ponte do Rio Preto

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 O Parque D'Avillle era só areião, em meados dos anos 90. E a molecada brincava de esconde-esconde até a noitão e depois ficava reunida na esquina para contar histórias de terror. Entre várias histórias de assombração, foi o tio do Kiko que contou a mais legal da noite. Ele disse que vinha do Caraguava e, ao passar pela ponte do Rio Preto, sentiu que a bicicleta ficou tão pesada que mal conseguia pedalar. Ao olhar para trás, viu três sacis sentados na garupa e mais cinco sacizinhos correndo felizes atrás dele. O seu corpo ficou todo arrepiado e o seu cabelo comprido cheio de trança. Contou que os sacis costumavam aparecer por ali a tardinha, sempre ao pôr-do-sol. Pronto! A molecada ouviu atenta e estas ideias na cabeça de criança é igual bexiga apertada em viagem longa. Ninguém segura! E ficou decidido que todos iriam procurar o Saci no dia seguinte. E lá se foi a expedição, composta pelos seguintes membros: Kiko, Perna, Willian, Marcelo, Márcio e o Fabiano. O destin

Pairando pela história: Praças como monumentos

As praças contemporâneas cravadas na área central e periférica dos municípios levam nomes de datas ou pessoas importantes para a história local e até mesmo nacional e mundial. Um grande exemplo disso são as praças que ao longo do nosso país levam o nome de Melvin Jones e 15 de novembro. Melvin Jones foi o fundador do Lions Club, importante Associação de Clubes criada em 1917, cujo um dos principais objetivos é “Servir a comunidade e atender as necessidades humanas, fomentar a paz e promover a compreensão mundial.” O principal lema que Melvin Jones defendia era: "Você não pode ir muito longe enquanto não começar a fazer algo pelo próximo". Em Peruíbe, a Praça Mevin Jones está localizada na Avenida Mário Covas Júnior sem número centro, onde hoje esta Localizado o CIT (Centro de Informações Turísticas). A maioria dos municípios que possuí o Lions Club possui uma praça dedicada ao seu fundado. As praças 15 de novembro na grande maioria são referências centrais em vários mun

O Boi-tatá da Nilo Soares Ferreira

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  Pega-pega, esconde-esconde, escambida, mão-na-mula (estrela-nova-cela) e outras brincadeiras não eram mais praticadas com a ausência da luz solar . É que a molecada estava com um medo danado do Boi-tatá, que insistia em assombrar o bairro. Até os mais velhos estavam envolvidos na história e alguns davam testemunhos de que ele estava aparecendo lá pelos lados da Rua Nilo Soares Ferreira. Tinha gente que identificava marcas de pegadas pela manhã, já que a rua era de areia. Outros diziam ver o animal ciscando o chão e fungando em som alto. Do buraco da janela das casas de madeira, alguns moradores contavam que ele descia a Rua Taquaritinga e sumia (à galope) pela Rua Riachuelo, rumo à tenebrosa escuridão da linha férrea. Como não havia iluminação pública naquela época, os olhos de fogo do Boi-tatá podiam ser vistos de longe... Certa vez, ao levar uma surra de vara de marmelo de sua mãe, Rodrigo saiu de casa chorando e começou a andar pelas ruas. Era meia-noite e ne