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Vírus da Juréia pode dizimar Peruíbe. Parte 4

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 Parte 4 : A montanha de um olho só Os cinco expedicionários que exploraram a crista da Serra dos Itatins e se atreveram a profanar a Gruta dos Sacrifícios começaram a passar mal já no caminho da volta. Tontura, náuseas e uma forte dor de cabeça torturava o ânimo dos cinco amigos. Intoxicados pelos vegetais comidos na gruta, contaminados pela água que beberam lá dentro ou teriam eles contraído algum vírus? Um deles, o mais velho, estava delirando muito. Ao olhar para a montanha de um olho só, viu diversas luzes coloridas que entravam e saíam da montanha. Teve até a impressão de que o olho o observava. Relinchos, bufares, roncos e susurros chegaram aos ouvidos dele. Foi, como por encanto, no auge de sua alucinação, que viu diversos índios nus correrendo em sua direção, como se ele fosse o inimigo maior de toda a tribo ou como se carregasse uma grande praga. As dores começaram a tomar conta , como se ele tivesse levado flechadas por todo o corpo. Caído, co

O Saci da ponte do Rio Preto

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 O Parque D'Avillle era só areião, em meados dos anos 90. E a molecada brincava de esconde-esconde até a noitão e depois ficava reunida na esquina para contar histórias de terror. Entre várias histórias de assombração, foi o tio do Kiko que contou a mais legal da noite. Ele disse que vinha do Caraguava e, ao passar pela ponte do Rio Preto, sentiu que a bicicleta ficou tão pesada que mal conseguia pedalar. Ao olhar para trás, viu três sacis sentados na garupa e mais cinco sacizinhos correndo felizes atrás dele. O seu corpo ficou todo arrepiado e o seu cabelo comprido cheio de trança. Contou que os sacis costumavam aparecer por ali a tardinha, sempre ao pôr-do-sol. Pronto! A molecada ouviu atenta e estas ideias na cabeça de criança é igual bexiga apertada em viagem longa. Ninguém segura! E ficou decidido que todos iriam procurar o Saci no dia seguinte. E lá se foi a expedição, composta pelos seguintes membros: Kiko, Perna, Willian, Marcelo, Márcio e o Fabiano. O destin

O Boi-tatá da Nilo Soares Ferreira

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  Pega-pega, esconde-esconde, escambida, mão-na-mula (estrela-nova-cela) e outras brincadeiras não eram mais praticadas com a ausência da luz solar . É que a molecada estava com um medo danado do Boi-tatá, que insistia em assombrar o bairro. Até os mais velhos estavam envolvidos na história e alguns davam testemunhos de que ele estava aparecendo lá pelos lados da Rua Nilo Soares Ferreira. Tinha gente que identificava marcas de pegadas pela manhã, já que a rua era de areia. Outros diziam ver o animal ciscando o chão e fungando em som alto. Do buraco da janela das casas de madeira, alguns moradores contavam que ele descia a Rua Taquaritinga e sumia (à galope) pela Rua Riachuelo, rumo à tenebrosa escuridão da linha férrea. Como não havia iluminação pública naquela época, os olhos de fogo do Boi-tatá podiam ser vistos de longe... Certa vez, ao levar uma surra de vara de marmelo de sua mãe, Rodrigo saiu de casa chorando e começou a andar pelas ruas. Era meia-noite e ne