Com recorde de estabelecimentos participantes, total de 44, e pratos exclusivos, evento convida moradores e turistas a viverem uma experiência que une gastronomia, cultura, turismo e identidade caiçara Dos tradicionais sabores do litoral às receitas inspiradas na culinária internacional, Peruíbe volta a ser o destino de quem acredita que uma boa viagem também passa pelo paladar. Entre os dias 3 de julho e 2 de agosto, a cidade realiza a 19ª edição do Festival Gastronômico de Peruíbe, reunindo 44 restaurantes, bares, cafeterias, pizzarias, hamburguerias e confeitarias, que prepararam pratos exclusivos especialmente para o evento. PRATO: A PONTE RESTAURANTE Com opções para todos os gostos e diferentes faixas de preço, o Festival Gastronômico reforça que a boa comida é também uma forma de conhecer a história, a cultura e a hospitalidade de Peruíbe. Mais do que um festival gastronômico, a iniciativa celebra a diversidade cultural da cidade e fortalece um dos principais setores...
(CRÔNICAS DE PERUÍBE)
Eu tinha uns 12 anos naquela época e a “dama da praia central”
aparentava ter uns 17 anos. Linda!
Ela saía da escola e caminhava sozinha em direção à praia.
Passava pela pracinha do coreto, descia a feirinha e ficava sentada
nos banquinhos que havia onde hoje é a ciclovia. A menina era
danada, ficava mexendo com os homens que passavam em frente ao prédio
redondo dirigindo aqueles carrões. De vez em quando entrava em um
deles. E eu de longe, com a minha bicicleta que insistia em cair a
corrente, só observava.
Ela era índia e tinha a pele “negra-mulata”. Os cabelos pretos
eram bem lisos, escorriam pelo seu corpo e serviam de cortina para
tampar os fartos “seios de bico-de-agulha”. As coxas dela eram
bem grossas e desprovidas de estrias ou celulites. As suas nádegas
avantajadas sustentavam confortavelmente todo o seu corpo quando ela
sentava. Ah...e como era sexy esta menina. Sim, caro leitor, confesso
que observei bem os detalhes, apesar disso, eu ainda estava em minha
infância e não conhecia o jardim de mato preto e chão molhado.
De vez em quando ela não aguentava o calor (vezes do sol ou vezes
dela mesma) e entrava no mar com os seios à mostra. Parecia que o
tempo parava e que nada mais importava na vida, pois nada devia
impedir o doce caminho do balanço de seus quadris rumo ao mar...
A “dama da praia” desfilava na orla central as terças e quintas,
sempre depois do almoço. Ficava até encontrar uma grande aventura
ou ia embora junto com o sol, quando ela se encontrava consigo mesma,
totalmente integrada à natureza.
Texto: Márcio Ribeiro
Postagem: Márcio Ribeiro
Publicado na 11ª edição impressa do Jornal Bem-Te-Vi, na coluna Crônicas de Peruíbe.

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