Não sou perigoso, me chamo Gildásio e preciso de sua ajuda!



Em Peruíbe é comum encontrar um andarilho caminhando pelas ruas da cidade que na primeira impressão parece uma pessoa louca, por conta do homem ficar andando em círculos, ir para frente e voltar para traz repetidas vezes, claramente perdido. 

Porém, ele não é perigoso, não rouba as pessoas, ele se chama Gildásio e recentemente teve essa foto compartilhada nas redes sociais do Artista Plástico Marcelo Senna, na busca de torná-lo conhecido para não sofrer mais discriminação de turistas e moradores, pois você precisa saber que esse rapaz possui problemas mentais e aparentemente não tem família que queira cuidar dele. 

"Alô galera de Peruíbe, ajude a compartilhar, esse brother é o Gildásio, vive na rua há 10 anos em nossa cidade, ele tem auto grau de Autismo, o Restaurante Hula Hula já o ajuda com almoço, mas quem puder ajudar em sua alimentação, e com roupas e ajudar a divulgar sua situação, pois os turistas se assustam com ele, mas é um cara inofensivo, e não espere agradecimento dele, pois não registra nada, e sim do Criador, que tudo vê" -  Marcelo Senna

O interessante da iniciativa de Marcelo Senna é que muitas pessoas já ajudam como podem, outras já ajudaram e muitas acabaram se conscientizando de quem é o andarilho. Outras pessoas também comentaram que o conheceram antes de viver nas ruas. 

"Ele passa aqui na minha rua sempre, toma café da manhã com o pessoal do Muttas e da Padaria Oller, eu sempre o ajudo também, de fato ele é muito inofensivo, e vejo muita gratidão no seu olhar"  - Gabriela Blanco

"Realmente ele é tranquilo, parei entreguei algumas coisas, e simplesmente saiu andando não deu tempo de saber onde fica☝️,para entregar um cobertor e travesseiro porque não o encontrei mais" - Sara Vanucci

"O conheço por Gildásio, conheço desde criança e creio que o problema não seja autismo, pois ele cresceu com meu tio, eram super amigos e ele estava sempre lá em casa como um adolescente normal. Trabalhou muito tempo no parquinho, sempre nos dava bilhetes quando eu e minha irmã éramos crianças. E no início da vida jovem adulta ficou assim, não sabemos o que aconteceu e foi um choque pra todos. Pois realmente perdeu muitos aspectos de socialização, mas é inofensivo menso.. não tem maldade nenhuma, não fica pedindo e nem importunando ninguém, a parece até que quando percebe que alguém está incomodado com sua presença, ele mesmo atravessa a rua e vai pra outro caminho" - Luiz Felipe De Oliveira

"Ele ficou assim porque tomou chá de lírio e nunca mais ficou normal. A família dele sumiu, nunca mais vi só ficou ele, mas é bonzinho nunca mexeu com ninguém. O conheço de infância, ele tinha até um grupo de dança, dançava na quermesse do buraco quente trabalhava no Park Diego, é mesmo triste ver ele assim sem família e sem ninguém" - Tatiane Fagundes

"Infelizmente ele não tem paradeiro! Anda quase a cidade inteira! Muito triste ver a Situação desse rapaz! As vezes ele está aqui pela Luciano de Bona , perto do mercado ponto bom" -  Claudia Fortunata

"Ele precisa de ajuda médica. Um neurologista e um psicólogo. Seja o que for que ele tenha, que eu acredito que seja esquizofrenia ou algum tipo de surto psicótico, existe tratamento e medicação. Ele tem chance de ter qualidade de vida" - Tami Motta

"Estudei com ele no Maria Amélia. Aparentemente não tinha autismo. A família dele era evangélica e de baixa renda na minha época de contato escolar com o mesmo. Ele sempre foi um bom rapaz e trabalhou muito tempo no parquinho de diversões. Eu tentei conversar com ele algumas vezes e não me respondeu. Eu lembro que ele morava no final da Eulina Bittencourt na estação, próximo ao Rio. Parabéns pela iniciativa de solidariedade. Eu quero ajudar de alguma maneira. E sim sempre foi um cara legal. O que precisar farei de tudo para ajudar". Tiago Reis 


Como ajudar neste caso? A Família ao ler aqui este artigo vai procurar o Gildásio? Quem pode ajudar em uma situação de um incapaz quando ele não tem alguém que realmente cuide dele? Que de fato assuma a responsabilidade, pelo menos tentar tratar para quem sabe um dia conseguir ressocializar? Já que o tempo que ele vive assim pode talvez ter tornado irreversível essa possibilidade. 

Se você o encontrá-lo na rua não tenha medo, pelo contrário tenha solidariedade e ajude como puder. 


Texto: Lucas Galante
Foto: Marcelo Senna

Comentários