Jovem Angolano viaja pelo mundo e fica no Brasil para estudar em Peruíbe

Tive a oportunidade de conhecer João Doutor Marcos neste ano e seu jeito irreverente, simples e alegre me causou interesse de sentar e conversar sobre a vida deste rapaz divertido no Brasil e a vida em Angola.

O encontrei na Faculdade de Peruíbe e sentamos para bater um papo e gravar o programa A Voz do Povo da Rádio BEM TE VI. Foi uma oportunidade de intercâmbio cultural muito interessante. Confira os principais trechos da entrevista: 



GS: Você está em Peruíbe a quanto tempo?

JD: Estou em Peruíbe a dois anos e garanto que esses dois anos foram os melhores momentos que eu vivi no brasil.

GS: Como você veio parar em Peruíbe?

JD: Graças a uma amiga que eu conheci na internet e quando eu conheci a cidade e a hospitalidade do povo dessa cidade foi amor à primeira vista. 

GS: Quais os aspectos no Brasil que você vê semelhança com a vida em angola? 

JD: Os pontos culturais tem a mesma identidade de angola principalmente a alimentação e a dança. 

GS: Qual o aspecto que mais marca o povo brasileiro? 

JD: Quando eu vim para o brasil tinha que ir para uma cidade cerca de 400 km e sempre me ajudaram a chegar lá. Senti muita hospitalidade o Brasil é o país da hospitalidade. O africano também é caloroso mas a simplicidade é que destaca o africano. Tem empresas Brasileiras como Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e Odebre- alguns países da África o Brasil está muito melhor em questão de democracia mas algumas coisas ainda têm que mudar. Eu daria nota 7

GS: Eu daria nota 2 mas o entrevistado é você. 

GS: Você faz o curso de análise e desenvolvimento de sistemas na Faculdade de Peruíbe como foi essa escolha? 

JD: Uma pessoa me sugeriu a faculdade e dentro das opções que eu tinha eu achei muito interessante pois quando voltar para Angola vou aplicar todo o conhecimento que eu venho adquirindo na área de tecnologia. 

GS: Quais países você já visitou e/ou morou? 

JD: Angola, Portugal, Brasil, Rússia, Bélgica, França, África do Sul, Holanda e em breve o Canadá. 

GS: No ano de 2006 você esteve na Copa da Alemanha qual foi a sua impressão?

JD: Foi muito bem organizada eu percebi que os estádios as estradas e o transporte funcionava muito bem. No Brasil não sei dizer como vai ser. 

GS: Você é torcedor do 1 de agosto de Angola mas no Brasil você torce pro
Santos? É isso mesmo? 

JD: Eu sempre acompanhei o futebol brasileiro através da tv a cabo e o futebol brasileiro é uma de minhas paixões mas eu vim para o Brasil batizado como corintiano e quando cheguei aqui essa paixão só aumentou. O 1 de agosto é o Corinthians de Angola e o seu maior rival é o Atlético Petróleos de Luanda. O 1 de agosto já ganhou diversos títulos e toda minha 

GS: Você esteve na Rússia e porque não se adaptou? 

JD: Era muito frio e eu prefiro o clima tropical brasileiro. O carnaval é o melhor carnaval do mundo é uma festa linda. 

GS: Tem alguma coisa que você gostaria de dizer e nunca teve a oportunidade? 

JD: Que o Brasil generaliza a África como um continente de pessoas miseráveis que passam fome, isso não é uma totalidade mas algumas mídias para conseguir audiência mostram apenas o lado pobre da África. A África é linda, é um continente onde temos maiores matemáticos e tem países que são mais ricos que alguns países europeus.

GS: Onde estará João Doutor Marcos quando terminar os estudos no Brasil? 

JD: Vou me ausentar do Brasil por uns tempos pois vou pro Canadá aperfeiçoar meu inglês na área de tecnologia e depois voltar pra Angola, mas o Brasil
sempre será minha casa. Voltarei para tomar agua de coco e comer camarão na praia. 

GS: Qual o recado que gostaria de deixar para os moradores de Peruíbe? 

JD: Dou um conselho que eles continuem assim
pois já andei por vários lugares do mundo e não vi essa hospitalidade, não deve existir diferenças entre raça, nacionalidade e classe social o Brasil é um pais multicultural valorizem isso. 


Texto: Gabriel Sutil 
Foto: Divulgação

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