A cidade de Peruíbe recebe, no sábado de feriado, dia 06 de junho de 2026, a 21ª edição da tradicional Festa Reggae de Peruíbe, evento consolidado como um dos mais importantes movimentos culturais independentes do litoral sul paulista. Com entrada gratuita, a programação acontece no Parque Turístico de Peruíbe. Pelo segundo ano consecutivo, o evento será realizado no formato “Festival Reggae & Arte – Economia em Movimento”, sendo, neste ano, uma iniciativa do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, em parceria com a Prefeitura Municipal de Peruíbe, o Instituto Ambiecco e a Roots Rockers Musical Social Ambiental. A proposta amplia a dimensão cultural do festival ao integrar música, arte, empreendedorismo criativo, sustentabilidade e experiências formativas em uma programação voltada à valorização da cultura independente e da economia criativa regional. O festival reúne grandes nomes do reggae nacional, como Solano Jacob, Junior Dread, Roya...
China, Malásia, Gana, Estados Unidos, Singapura, França, África do Sul, Costa do Marfim, Coréia do Sul, Emirados Árabes, Índia e também da Jordânia. Estas foram as origens dos materiais vindos de fora, encontrados nas praias da Juréia, pelos alunos e participantes do projeto Amar o Mar, da E.E. Prof. Ottoniel Junqueira, de Peruíbe.
Entre os coletados, as garrafinhas de água foram os mais presentes, com destaque para a marca Nongfu Spring, de origem chinesa, que possui histórico de brigas judiciais por conta da má qualidade do seu produto. O lixo fabricado no país mais populoso do mundo era o mais fácil de encontrar, somando um total de 40 itens de plásticos diversos vindos daquele país, enquanto da Malásia, foram contadas 18 garrafas pet.
Ainda não se sabe exatamente como eles foram parar nas praias da região, mas duas hipóteses foram descartadas nas oficinas do projeto: a possibilidade do lixo ter sido produzido pela comunidade e o descarte feito por turistas.
Já que se trata de área da Juréia. Dispostos a encontrar uma resposta, os alunos foram pesquisar as correntes marítimas, mas a ideia de que tenham atravessado o oceano não vem se confirmando, já que o material chegaria em péssimo estado e não daria para estudar os rótulos.
De acordo com uma das professoras e responsáveis pelo projeto, Lesley ainda há muito que se fazer e talvez no ano que vem eles já tenham dados suficientes para confirmar ou não as hipóteses.
“Todo o trabalho realizado pelos alunos vai terminar com uma ação que é informar para conscientizar e mobilizar a sociedade para uma atitude que reprima esse processo de poluição ambiental”, falou Lesley.
Texto e Fotos: Márcio Ribeiro


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